. 07/08/2020
| MODA

No dia 31 de julho, Beyoncé lançou o tão falado Black is King, albúm visual do projeto The Lion King: The Gift, pelo serviço de streaming da Disney, o Disney Plus.

Não é novidade que a diva, cada vez mais, se utiliza de seus projetos para dar voz ao ativismo crescente em sua carreira, de pouco mais de vinte anos.

Black is King é uma verdadeira carta de amor à diáspora africana. Nas palavras da própria artista, o projeto tem o ojetivo de celebrar a beleza da ancestralidade negra. Bey defende que quando negros contam as próprias histórias, é possível mudar o eixo do mundo, e contar a história REAL, de riqueza cultural, espiritural e de resiliência.

Sobre o projeto, Beyoncé diz ainda que, são apresentados elementos da história negra e da tradição africana, com um toque moderno e uma mensagem universal. A ideia é ressignificar o que é encontrar sua auto-identidade como negro.

Por muito tempo, a negritude foi considerada, por aqueles que não fazem parte dela, como feia, indesejável e indigna. Black Is King é, justamente, um lembrete de que esse tipo de pensamento é errôneo.

Nós éramos a beleza antes que eles soubessem o que era a beleza.

Bey, The Queen

Sendo assim… Vai ter África de alta-costura em Black is King, sim! Tem luxo e brilho, sim! Muitas cores, tules e estampas, principalmente, a de oncinha. Tudo o que for necessário para tentar dimensionar a riqueza e a beleza da negritude.

E é nesse quesito estético que vamos focar nesse post. Porque cada música é um show de beleza.

Bigger

Aqui, Beyoncé personifica Iemanjá. Para esta cena, usou um vestido personalizado de Wendy Nichol. O cabelo e a maquiagem são simples e neutros.

Seguindo a linha de looks com grandes grifes, nesse frame, Bey usa Burberry. O look é visto várias vezes em todo o Black Is King . Mas é o penteado trançado com miçangas e chifres que chama a atenção. A franja é adornada com miçangas douradas, enquanto tranças emolduram os dois lados do rosto. Os chifres são enfeitados até a metade com tranças, ancorados por um disco trançado. Só queria saber como isso foi feito… Imagina o trabalho…. Mas valeu a pena.

Already

Tranças Fulani com nós Bantu e, conjunto personalizado Loza Maléombho.

Conjunto de rendas e seda nigeriano, com contas à mão Jerome Lamaar, combinado com brincos Live to Express Pearlii.

Water

Nesse clipe, a diva posa em um vestido de babados da Mary Katrantzou, do outono de 2019. E esses cachos? Quero! No entanto, o que mais amei sobre o look foi esse glow rosé gold, tanto no fundo quanto na make e na pele.

Brown Skin Girl

Essa música é muito amor. Uma verdadeira injeção de autoestima. E visualmente, ela é deslumbrante, assim como todas nós, meninas pretas. O penteado é uma homenagem aos estilos tradicionais usados ​​pelo povo Mangbetu do Congo.

Provavelmente, é um dos looks mais icônicos do álbum-visual.

Power

Já no final de Black is King, a musa usa Mugler, primavera de 2020, tranças e muito poder.

Para o projeto, Beyoncé contou com sua estilista de confiança, Zerina Akers, para traduzir sua visão estética para a obra. O cabeleireiro principal Neal Farinah, juntamente com uma equipe que incluiu Nakia Rachon Collins, foram responsáveis por criar estilos trançados que faziam referência à tradição africana. 

Rokael Lizama e Sir John , completam o time compondo maquiagens impressionantes, que estão inundando os feeds do Instagram.